http://www.youtube.com/watch?v=Ncb7mMUGMKw
http://www.youtube.com/watch?v=swiDj8QHU8Q
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
TV, VÍDEO E EDUCAÇÃO: TRIO PARA UMA FORMAÇÃO CIDADÃ
“A partir de câmeras fotográficas digitais e celulares, passamos a registrar em vídeos nossas ações de forma cotidiana. Nosso computador pessoal vem, aos poucos, ganhando ares de ilha de edição, tanto para fotografias, como para músicas, vídeos e filmes. Assim, a linguagem audiovisual ganhou um grande destaque com esta nova revolução tecnológica, inclusive no ambiente escolar e na produção do conhecimento.” ROCHA, 2014
O audiovisual no contexto socioeducativo contemporâneo
Flávia Dias Siqueira
A
aprendizagem formal, oriunda das instituições de ensino escolares, envolve
crianças e adolescentes em períodos de desenvolvimento significativos à sua
formação enquanto sujeito, e que, ao mesmo tempo, se caracterizam pela
relevante ruptura e construção de novas estruturas psicológicas, às quais
delinearão sua personalidade e influenciaram seu modo de ver e agir no mundo.
As relações inter e intrapessoais construídas ou não por esses infantes se
darão menos por aparência e mais por gostos, perfis de conduta e,
principalmente, semelhanças quanto ao modo de pensar e refletir sobre os
fenômenos. Nesse contexto, os recursos audiovisuais, como a TV e o vídeo,
aparecem intrínsecos, por serem mais acessíveis e utilizados pelos mesmos, em
casa e pelos profissionais da educação, enquanto inseridos no contexto
socioeducativo. A reflexão sobre essa temática nos remete a inúmeros paradoxos,
uma vez que a TV é vista ora como recurso não pedagógico, ora como um veículo
de informação relevante.
Como
aliar o educativo e o audiovisual em um contexto midiático que se mostre
relevante à formação de cidadãos? Os programas educativos da televisão
realmente educam? A TV aberta respeita as classificações indicativas? É mais adequado selecionar a programação que
nossos filhos assistem ou desligar a TV? São questões como essas que norteiam
calorosos debates e fomentam projetos e pesquisas tanto sobre o uso dos
recursos audiovisuais, como a TV e o vídeo, no contexto educacional como em
situações de não aprendizagem. Diante disso, deve-se analisar as aptidões do
público ao qual se destinam a maioria dos programas televisivos e aos quais é
intrínseco o planejamento pedagógico: a juventude. Este aspecto remete a uma
análise minuciosa, que se sobrepõe a meros aspectos pedagógicos ou educativos,
pois se trata primeiramente da questão humana.
Não
podemos negar que Bourdieu tem razão ao admitir a televisão como recurso
audiovisual de alienação em massa, a maior parte da programação da TV aberta
remete ao fato sensacionalista ou de desfocar informações e a atenção da
população às circunstâncias importantes. Mas, ao mesmo tempo, devemos analisar
os pressupostos de Machado, que vislumbra uma visão educativa de programação, e
onde a televisão se apresenta como recurso educativo. Entretanto, como Vygotsky
analisa a construção do psicológico infanto-juvenil, não devemos desconsiderar
a questão social, pois esta é inerente ao sujeito social e cultural,
justificando uma atenção peculiar ao se retratar situações e recursos que
educam e aqueles que alienam. Aproximar o contexto midiático da educação formal,
e, ao mesmo tempo, do cotidiano dos jovens não é tarefa fácil, ao contrário, se
mostra um desafio aos educadores, pois há uma persistência no que diz respeito
ao paradigma tradicionalista de ensino-aprendizagem e também uma visão um tanto
quanto preconceituosa de alguns educadores e gestores sobre o uso dessas mídias
no ambiente escolar.
Concordo
que a escola deve educar de acordo com a norma padrão, mas discordo quando
alguns educadores e gestores caracterizam algumas situações de uso dos recursos
audiovisuais como algo do tipo “tapa-buraco”, “vídeo-enrolação”, dentre outros
predicados pejorativos. Admito que aconteçam, mas acima de tudo reconheço que
situações assim remetem também à equipe pedagógica como um todo. Muitas vezes,
principalmente em escolas da rede pública, profissionais se ausentam de suas
atividades por inúmeros motivos, a o sistema não disponibiliza profissionais
eventuais (que ficam no lugar quando alguém se ausenta) para as séries finais e
ensino médio, tão pouco esses profissionais são programados para antever as
mais variadas intempéries. Identifico que situações como as descritas vão além
de mera enrolação, mas dizem respeito ao que todo profissional, independente do
cargo que ocupa, está predisposto. Cabe aos colegas, no caso da educação, tirar
proveito de um momento assim para educar, ao invés de pormenorizar ambos, o
contexto e o profissional.
O
enfoque atual são as redes sociais e a linguagem utilizada por aqueles que são
assíduos a esta, diante da rapidez com que deve ser dar essa comunicação diante
dos fenômenos a serem compartilhados. Acrescenta-se a este fato que nas redes
sociais são postados comentários e imagens sugestivas a debates sobre situações
que acontecem paralelas àquelas retratadas, muitas vezes parcialmente, pela
televisão; como no período das manifestações populares em 2013. Nesse contexto,
entram os educadores como mediadores do saber que podem focalizar ou desfocar
os debates sobre os assuntos retratados pelas redes sociais e pela TV; podem
fomentar debates significativos a uma reflexão cidadã ou apenas ignorarem as
perguntas dos alunos “porque tem que cumprir o planejamento”, e ainda podem ser
alheios a tudo que acontece justificando estar no livro didático toda a
informação que os alunos necessitam para sua formação.
As
imagens que antecedem o título desse texto sugerem uma visão “libertadora”
sobre a maneira de educadores e jovens reconhecerem a importância dos recursos
audiovisuais para sua formação e aprendizagem. Não se trata apenas de “colocar
um filme para os alunos”, nem de ver o filme como algo “descontextualizado com
a matéria”. No momento atual, onde a educação é vislumbrada como um processo
interdisciplinar onde os conteúdos devem dialogar entre si, não deve haver
espaço para “o filme tal é adequado para a aula de Ciências e não para a de
História”, mas sim ao reconhecimento de que aquilo que os jovens sugerem deve devem
ser inserido e analisado no contexto socioeducativo, articulando diferentes
conteúdos do saber. Caso contrário, estamos sendo incoerentes com o discurso.
Afinal, que tipo de aluno queremos ensinar, transformar e educar?
Enfim,
se a vida escolar, assiduamente planejada, fosse condizente com a vida
extra-escolar, e que, nesse sentido, dialogasse com sua realidade, costurando
sentido à vida desses jovens e alunos, precisaríamos continuar a nos preocupar
como a programação da televisão os influenciará? Não estaríamos sendo
hipócritas - enquanto pais e educadores, ao julgar, na maioria das vezes sem a
devida análise e neutros a paradigmas e ideologias massantes e alienadoras – ao
dialogarmos com as questões existenciais e educacionais ao mesmo tempo em que
na prática temos uma postura contrária a estas? Como costumo defender: todo
momento é um momento de aprendizado que deve ser submetido a uma análise
social, cultural e educacional livre de prejulgamento e passível de sugestão,
assim dialogamos interdisciplinariamente.
REFERÊNCIAS
·
Vários autores. A Linguagem Audiovisual das
Mídias: Televisão e Vídeo Como Suportes Para Estimulação Do Processo
Ensinar-Aprender-Ensinar. RETEME, São Paulo. v.2. n.2. 2012 (p. 38-47)
·
RODRIGES, Hila; MAIA, Marta. Juventude,
Imagem E Som: recriando narrativas audiovisuais. In ROCHA, Adriano
Medeiros da. Audiovisual e Juventude. Ouro Preto: UFOP, 2011.
·
UFOP. Josefino é o meu nome. Disponível em:
·
UFOP. TV Vanguarda: cinema na escola. Disponível em:
sábado, 25 de janeiro de 2014
domingo, 12 de janeiro de 2014
domingo, 24 de novembro de 2013
Mídias e letramento
O letramento enquanto
ferramenta social norteadora da formação de cidadãos
Flávia Dias Siqueira
O
exercício da leitura envolve prazer, abstração e uma pitada valorosa de
curiosidade. Para tornar a leitura um hábito é essencial instigar a curiosidade
do leitor previamente e que se faça presente, desse modo, a oportunidade deste
escolher o modelo de suporte que mais lhe atrai, bem como o estilo literário; tais
considerações são essenciais para iniciar a caminhada de formação de cidadãos
críticos e reflexivos. Entretanto, não podemos, enquanto pais e educadores,
limitar as opções ou julgar este ou aquele título como o mais apropriado; à priori, devemos dar a liberdade para
que escolham e ponderar, juntos, sobre o tema mais adequado à idade.
A
leitura não é restrita ao texto escrito, sendo de suma importância revelar este
fato desde a mais tenra idade. A leitura se faz por diferentes maneiras, desde
a interpretação da emoção pela expressão da face, tentativas de decifrar
desenhos e símbolos até a decodificação de sistemas ordenados de tracejados.
Assim, o aluno letrado não pode se deixar alienar pela aquisição de informação
apenas pelo texto escrito, ele deve ser orientado, estimulado, a uma percepção
além das meras conveniências sociais. Tal fato pode parecer impreciso,
descabido, mas o que se observa e interpreta em nosso convívio social é que as
relações humanas não são expressas em sua totalidade em escritos óbvios à
leitura, mas em grande parte requerem a atenção e interpretação dignas daqueles
que se predispõem a encontrar algo a mais nos suportes aos quais tem acesso.
As
ferramentas para o exercício da leitura com vistas à formação de um aluno
letrado e cidadão ativo em seu contexto requerem, além da leitura, coragem e
determinação, significativas, que sustentem seu ponto de vista, mas que também
sejam condizentes com sua realidade. Os suportes de leitura são variados (livros,
revistas, jornais, internet, televisão, tablet, outdoors, folders, bulas de
remédio, etiquetas, entre outros), assim como os da escrita, ao longo do tempo
(paredes de rochas, tábuas de argila, pergaminhos, papel e recursos digitais)
sugerindo a pais e educadores que sejam atentos a este relevante fato social, a
que tipo de suporte os nossos filhos e alunos têm acesso, em como estão sendo
estimulados a uma reflexão sobre sua formação cidadã mediada pelas novas
tecnologias; desenvolver o hábito que os instigue à prática da leitura e produção
de diferentes modelos textuais.
Justamente
pelo fato da escrita evoluir com o tempo, bem como a informação, o conhecimento
transmitido e mediado e os suportes de acessibilidade a esta, é que a leitura
proficiente, crítica e reflexiva mostra-se um instrumento social valioso às
mudanças sociais, valorizado pelos educadores mediadores do conhecimento e
reprimido por uma minoria social que há séculos promulga legislações
desconexas, em sua maioria, com a realidade da maioria da população.
Enfim,
qualquer conhecimento que se assimile sobre o mundo, verbalmente ou não, por
diferentes suportes de leitura e escrita, respeitando a especificidade de cada
grupo social, sem preconceitos étnicos ou raciais, que envolva a humanidade,
deve ser compreendido pelos sujeitos como essencial à sua formação, deve
superar a visão utópica, seja ele prazeroso, tedioso ou momentaneamente
desconexo. Aqui cabe uma consideração sobre a diferença entre alfabetização e
letramento: nem sempre o indivíduo alfabetizado é letrado, pois existem
analfabetos funcionais, que são aqueles indivíduos que reconhecem as letras e
assinam o nome, mas não conseguem interpretar a informação, mesmo diante desse
fato o seu conhecimento de mundo deve ser desvalorizado, pois os fatos não se perdem
ao serem contados por eles, mas podem se transformar.
PROJETOS
(Planos) AVALIADOS:
1. Mural
de animais em extinção (Ciências)
O projeto
trabalha de maneira simples e eficiente um tema que muitos alunos ainda
desconhecem principalmente sobre a região onde moram. Permite também
se ater a questões ambientais e antrópicas que sejam permissivas a esta
situação. Permite pesquisas e produções textuais em diferentes suportes.
A
atividade sugerida no projeto é uma possibilidade, mas também pode ser
substituída/adaptada por outras, como a produção de um jornal na escola que
retrate o tema a partir de pesquisas ou uma feira cultural, com palestras com
profissionais convidados pelos alunos, a respeito das espécies ameaçadas na
região onde os alunos residem. Apresenta flexibilidade quanto às séries com as
quais se pode trabalhar.
2. A
escravidão no Brasil
A
proposta permite trabalhar uma questão ainda desconhecida quanto à sua
magnitude pelos alunos. O tema também é relevante a todas as séries, o que
permite uma adaptação quanto às atividades propostas. O letramento diante desse
tema permite a análise mais aprofundada em relação aos resquícios sociais que
ainda perduram nos dias de hoje, como é o caso da exclusão social insistente do
negro e as oportunidades de emprego melhores ainda estarem vinculadas a pessoas
de raça branca.
A
atividade sugerida no projeto é uma possibilidade simples (básica), sugerimos
aprimorá-la para ser trabalhada co alunos de 8º ano, com a produção de um blog que
retrate o tema a partir de pesquisas com profissionais negros entrevistados
pelos alunos, a respeito da situação social do negro desde a época imperial aos
dias atuais, refletindo, por exemplo, sobre os motivos da escravidão e a visão
de cotas educacionais atual, bem como a situação do negro no atual contexto
social.
3.
Sobre projetos didáticos
Aqui
nos arriscamos a analisar sobre o tema junto aos colegas (de curso) educadores,
com a intenção de melhor compreender a estruturação de um projeto e como
desenvolvê-lo de
maneira eficiente, com o intuito de trocarmos experiências e trabalhar em equipe
de modo a priorizar a coerência com as propostas, sem deixar a desejar a
especificidade de cada conteúdo curricular.
Sugerimos uma atividade junto a
três colegas de profissão, de conteúdos curriculares a fins ou diferentes, e
que a atividade/avaliação final seja única. Muito se discute sobre
interdisciplinaridade, mas pouco se pratica. Diante disso, propomos uma feira
cultural que trabalhe a produção textual em diferentes suportes de leitura e
escrita e que aborde os conteúdos curriculares de maneira uma. Para isso
idealizamos uma típica feira em forma de quermesse, onde ao invés de comidas
típicas os visitantes se deliciem com diferentes modalidades de leitura e
escrita (científica, cordel, poesias, poemas, textos jornalísticos, enfim). A
avaliação dos alunos será otimizada pela participação nos grupos de trabalho e
na feira.
“E, acima de tudo: tenha Fé.”
Filme: Nanny MacPhee - A babá encantada
Mídias na Educação
A HISTÓRIA DA LINGUAGEM ALÉM DA COMUNICAÇÃO
Flávia Dias Siqueira
Lívia Célia Faleiro Rosa Machado
O pensamento envolve uma construção consciente e inconsciente da realidade na qual vivemos. Consciente, no sentido de que percebemos parte daquilo que deixamos nossa mente assimilar, mas, inconscientemente, milhares de “janelas” em nossa memória são abertas e fechadas sem nosso consentimento, alimentadas por nossas emoções e sustentadas por nossas ações. A abstração das ações, repulsas e angústias em relação aos fenômenos aos quais estamos susceptíveis no convívio humano, bem como as relações que presenciamos e vivenciamos ao longo do nosso processo de desenvolvimento biológico e físico, influenciam e interferem em nossa maneira de compreender o mundo e atuar nele.
Diante dessa perspectiva psicológica, senão psiquiátrica, o desenvolvimento do pensamento se sustenta na relação entre o corpo (ações) e a compreensão das nossas ações no mundo (memória); a superação das memórias acomodadas ao longo do processo de desenvolvimento gera no sujeito diferentes reações diante dos novos aprendizados. Os estudos de Piaget com crianças demonstram a relevância desses processos tanto para a superação das fases durante o desenvolvimento humano como para a compreensão do sujeito enquanto ser social.
Há estudiosos que defendem o desenvolvimento prévio do raciocínio lógico-matemático à linguagem, reconhecendo em sujeitos com disfunções neurais, na parte do cérebro responsável pela linguagem, a capacidade de realizarem raciocínio matemático. Este fato apenas nos leva a refletir sobre como a memória pode trabalhar eficientemente, ainda que uma de suas partes fundamentais esteja comprometida.
Nesse contexto, a linguagem exerce uma importância mais social e política ao mundo civilizado do que biologicamente relevante para o desenvolvimento dos sujeitos. Uma vez que mesmo sujeitos portadores de algum tipo de déficit de memória consigam se expressar sem a necessidade da decodificação de sinais gráficos (oralidade) ou, como na antiguidade que as maneiras de expressão eram exclusivamente artísticas (desenhos); ou mesmo através dos gregos, que historicamente foram os responsáveis pela disseminação dos conhecimentos através da oralidade.
A linguagem verbal não supera a linguagem “não verbal”, antes de tudo a primeira é um aperfeiçoamento desta última, haja vista o processo histórico que transpassa a oralidade. A escrita foi fundamental ao processo de desenvolvimento das civilizações, no sentido de tornar eterno aquilo que se ensinava oralmente, mas não tornou menos importante a essencialidade da mediação do conhecimento através da oralidade. Acrescentando-se a essa análise a linguagem digital, da contemporaneidade, que mesmo apesar de todo overload ainda carece de ser mediada para ser assimilada e corretamente processada pela memória para uma interpretação significativa.
Para tornar possível a construção, transmissão, mediação e assimilação do conhecimento por meio da linguagem, seja ela verbal ou não, os suportes, ainda hoje, exercem papel fundamental. Na antiguidade, das paredes rochosas e corante naturais, passando pela argila, até chegar ao papiro, aperfeiçoando por gerações até a invenção da imprensa. Revolução e também exclusão sempre estiveram presentes nas sociedades da linguagem oral ou na escrita, ou ambas; sendo justificativa de abandono, morte e até mesmo construção e destruição de impérios e ideologias, em sua maioria, para dominação. A linguagem digital é apenas uma nova ferramenta do conhecimento, mais rápida e eficiente sob a ótica da aquisição de informação (instrução), mas que continua a ser uma meio também de exclusão.
A linguagem em sua origem foi oral, porém teve expressividade na escrita primeiramente com marcas rudimentares em desenhos na Idade da Pedra, feitos com os dedos em argila úmida. Depois se passou a fazer associações com sons nas próprias imagens, até chegar à escrita alfabética. Esta nova convenção ganhou um novo aliado: a impressão com caracteres de madeira, que evoluiu para a estrutura metálica até chegar ao meio digital.
Inicialmente a língua foi desenvolvida através de canções em cultos religiosos, que eram transmitidas de forma oral através de gerações. Com o surgimento da escrita, a linguagem passou a ser registrada em cavernas com ilustrações que simbolizavam a expressão oral. Essa representação de símbolos era na época o objeto de conhecimento, ou suporte, que tinha como mediação até o sujeito, a linguagem. E, através dessas composições remotas se tem o registro das primeiras obras literárias da história.
Esses primeiros registros de escrita receberam o nome de pictografia, eram puramente desenhos que se referiam ao perigo de um animal, ou caça por perto e até prováveis rituais de magia. Outro sistema mais evoluído por conter um conjunto de sinais silábicos e fonéticos foi a escrita cuneiforme, que recebeu esse nome por ser desenvolvida por incisões com uma haste em forma de cunha. Ela se destacada por ser totalmente abstrata.
Já no Egito, se desenvolveu a escrita hieroglífica, que além de representar os objetos utilizando imagens, existia a preocupação de se representar os sons, então foram empregados dois sinais, um para indicar som e outro, significado, da qual provém a língua japonesa. Mas, vale ressaltar a ideográfica, caracterizada por utilizar rabiscos e figuras associados a imagens, o que convencionou a escrita alfabética. Primeiro surgiram os conjuntos de sinais específicos que representavam sílabas, os silabários, depois foi inventado pelos fenícios um sistema de caracteres que representavam encontro consonantal.
A escrita foi um trunfo no sentido de resguardar a comunicação e transcender o momento histórico, atendendo as gerações sucessoras para a transmissão e desenvolvimento da cultura. Esse momento é consideravelmente relevante, comprovado pela divisão estabelecida da História e Pré-história e desenvolvimento da ciência. Como forma de divulgação passou-se a utilizar tabletes de argila, rolos de papiro, tábuas de madeira, seda e pergaminho. Por volta do século I, surgiu o livro, com estrutura de páginas encadernadas, menos quebradiças que o papiro e de fácil manuseio, o que desencadeou no século IV, numa grande escala de produção e favorecimento da imprensa.
O próximo advento se trata do computador, o que tornou a escrita ainda mais difundida e passou a atender maior número de leitores. Além da massividade, a Internet também tornou propensa a interatividade, no que tange a possibilidade de o emissor também ser receptor, e vice-versa. Esse suporte também propicia a convergência de outras mídias, como televisão rádio e jornal, o que aumenta sua capacidade de abrangência.
REFERÊNCIAS
· CURY, Augusto. Armadilhas da mente. São Paulo, Arqueiro. 2013.
· Material disponibilizado pelo professor. Disponível em: <https://www.moodle2.ufop.br/login/index.php> Acessado de 27/10/13 a 08/11/13.
· VYGOTSKY, L. – Pensamento e linguagem. SP, Martins Fontes, 1988.
“Os limites da minha língua são
os limites de meu mundo.”
(WITTGENSTEIN, 1889-1951).
domingo, 13 de outubro de 2013
Mídias na EDUCAÇÃO: ampliando o conhecimento ou cerceando ainda mais o horizonte?
Conhecer para ser acessível é mais importante do que se pensa! Temos que querer conhecer!
Durante os meses de Agosto a Outubro de 2013 vivenciei uma das experiências mais significativas em minha formação docente. Não se trata apenas de mais um curso de aperfeiçoamento na área docente, mas de um enriquecimento enquanto pessoa, professora e mãe. Ao ler essa postagem você se questionará "Como assim?". Eu lhe explico: muito mais que se matricular em um curso e obrigatoriamente realizar tarefas e ser avaliado por outros professores, trata-se de querer aprender a aprender. Sempre!
As pessoas, enquanto cidadãs, devem compreender o que é exercer uma posição de cidadão! Não envolve apenas realizar ações concretas, envolve a sensibilização diante dos desafios e, principalmente, diante da capacidade de analisar e esclarecer os fatos. Uma simples correção de exercícios pode ser uma "faca de dois gumes"! Pode condenar quem corrige e anular quem redigiu, como também pode valorizar ambos os envolvidos. Diante disso, cabe aos profissionais da educação, especialmente os educadores, ter a humanidade e sensibilidade suficientes para conduzir os companheiros até o ponto de partida, orientá-los de maneira a esclarecer ao máximo sobre o percurso e os pontos de avaliação e, essencialmente, mediar os desafios sobremaneira que não haja espaço para desânimo, apenas ânimo para seguir em frente!
As novas tecnologias devem ser analisadas por todos os envolvidos no processo de aprendizagem como um conjunto de ferramentas que veio para somar ao processo. Aqueles que educam sobre essa ótica devem ter extrema observância em como inserir um tópico para formação e não apenas com o intuito de superar um desafio; desafios existem sempre, em quaisquer circunstâncias. São inerentes à vida. Mas a capacidade de persuadir para instigar o outro a conhecer... raríssimos educadores conseguem!
Em mídias na educação, é essencial que se conheça as ferramentas e atividades possíveis do processo, mas tem se corrido o risco de supor que todos tem tempo para se dedicar com o mínimo afinco aos cursos oferecidos sobre essa temática. Se enganam. O chavão de que a EAD é uma atividade de formação que permite ao aluno suposta flexibilidade nada mais é que uma máscara imposta à interatividade, mediada por uma ferramenta tecnológica que muitas vezes é falha, dependente de recursos humanos que na maioria das vezes não permitem a compreensão clara das mensagens transmitidas e que não ensina nada em especial, apenas a utilizar um recurso virtual na sala de aula com algum conhecimento em informática. Digo isso porque por mais amplas e equipadas sejam salas de informática, por exemplo, nas escolas públicas, ainda faltará recursos dos mais variados níveis para se educar cidadãos atuantes!
Uma "pegada ecológica" da tecnologia seria substituir o papel por dispositivos portáteis com capacidade de armazenamento superior às do caderno de 20 matérias, do giz, dos pincéis para quadro branco e sua necessidade constante de recarga com tintas poluentes e que consomem combustíveis fósseis para sua produção.... Mas, a tecnologia gera um lixo que não se tem certeza quanto ao seu descarte correto! As pessoas pensam sobre isso? A sociedade segua uma "moda" ou é ensinada a refletir sobre aquilo que utiliza, como utiliza e porque utiliza?
Enfim, assim como os cursos o manuseio dos recursos e o conhecimento sobre mídias é um desafio imposto ao processo de aprendizagem, mas quais saberes estão sendo aprimorados com essa prática? Uma coisa é reconhecer o quanto dependemos da tecnologia e até que ponto ela facilita nossa vida social, econômica, política e familiar (nas 24 horas do dia, durante meses, anos, décadas); outra é admitir que é mais um método de escravização em massa (privilegia os privilegiados e exclui aqueles que não a dominam).
Por Flávia Dias Siqueira
domingo, 15 de setembro de 2013
Uma visita muito relevante para meu histórico escolar
No dia 13 de Setembro de 2013 os alunos das 6ª e 7ª séries do ensino Fundamental II, do Colégio "Educar" visitaram a mostra de arte "Arte-Água" no MuP, em Patos de Minas. A mostra faz parte do Projeto de arte oriundo de Brasília - DF. Os alunos tiveram a oportunidade de ver de perto, apreciarem e conhecerem um pouco mais sobre as obras importantes de artistas nacionais e internacionais.
Para saber mais acesse: http://www.museuitinerante.com.br/quemsomos.asp
Para saber mais acesse: http://www.museuitinerante.com.br/quemsomos.asp
terça-feira, 13 de agosto de 2013
PARA 8º Ano!
Síntese Sistema Digestivo:
http://www.youtube.com/watch?v=TKZx_H1StJY
Síntese Sistema Respiratório:
http://www.youtube.com/watch?v=X9xn0Oesy3U&list=PLC005FB3F13273830&index=5
Síntese Sistema Cardiovascular/ ABO/ Rh:
http://www.youtube.com/watch?v=X9xn0Oesy3U&list=PLC005FB3F13273830&index=5
http://www.youtube.com/watch?v=ZOJHT043s48&list=PLC005FB3F13273830
http://www.youtube.com/watch?v=TKZx_H1StJY
Síntese Sistema Respiratório:
http://www.youtube.com/watch?v=X9xn0Oesy3U&list=PLC005FB3F13273830&index=5
Síntese Sistema Cardiovascular/ ABO/ Rh:
http://www.youtube.com/watch?v=X9xn0Oesy3U&list=PLC005FB3F13273830&index=5
http://www.youtube.com/watch?v=ZOJHT043s48&list=PLC005FB3F13273830
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REM – MEIO AMBIENTE E RECURSOS NATURAIS PRÁTICA SUSTENTÁVEL MAQUETE DA ESCOLA... PROFESSORA ORIENTADORA ... CONVIDADOS PARA AVALIAR...